Esse pequeno trecho foi narrado por um personagem no livro "Nove Estórias" de J. D. Salinger (sim o mesmo autor de O Apanhador no Campo de Centeio), e gostaria muito de compartilhar com vocês, e quem sabe gerar alguma discussão, alguém se habilita? :) Espero que todos tenham a chance de criar e descobrir seu próprio mundo ;)
“Não sei exatamente o que eu iria fazer, mas tenho certeza de que não começaria com os assuntos que as escolas ensinam primeiramente; acho que, de início, reuniria todas as crianças e mostraria a elas como se pensa. Procuraria ensina-las a descobrir quem são elas, e não apenas o nome que têm e coisas desse tipo... Acho que, antes mesmo disso, faria com que elas se esvaziassem do que tivessem aprendido com todo mundo, por exemplo, não diria que a grama é verde – cores não passam de nomes. Se você diz ás crianças que a grama é verde, isso faz com que elas comecem a achar a grama vai ter esse aspecto, ou seja o aspecto que você determinou a ela, em vez de algum outro que pode ser tão bom ou até melhor. Assim faria questão de que as crianças começassem a ver as coisas de modo certo, pessoal e não daquele pelo qual os outros as vêem”